quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ausência

Como é estranho
Parece que foi há milhões de anos
Do mesmo jeito que entrou
Passou por aquela porta e nunca mais voltou
Ainda sinto falta dos suspiros
e das canções de Domingo
Das palavras nunca ditas
Da grama tão verde e bonita
Das coisas que fizemos
Dos poemas que não lemos
Das coisas que nunca chegamos a fazer
de tudo que não posso mais ter
Da flor que não recebi
daquilo que eu perdi
Até hoje, beijo a foto que não tiramos
Ouço amúsica que nunca cantamos
Lembro da briga que não aconteceu
Dou risada dos momentos que não tivemos
Recordo o que não vivemos
Rimando sem querer
Versos que nunca cheguei a escrever
Mas o mais estranho disso tudo
Não foi você ter sumido no mundo
Meu organismo rejeitou tanto a saudade
Que num golpe de maldade
Apagou da minha memória
A única coisa que eu queria agora
Parece que você nunca esteve aqui
Sumiu com a dor de vê-lo partir
E na mais forte essência
Eu sinto falta até da sua ausência.



Acontece que fiz esse poema no meu 2º ano do colegial. Alguns erros de Português, é óbvio, não tive paciência para corrigi-los. Não consigo fazer desse blog um diário como eu queria, não é tão fácil passar para o PC tudo aquilo que eu consigo expressar no papel(não é tão fácil extrair um PC da mochila em qualquer hora do dia), mas vou transcrever algumas coisas antigas do meu caderno e secreto e provavelmente vai ficar tudo bem. Exceto que não tenho muitos leitores, mas não faço publicidade.

Não havia feito uma dedicária para esse poema até hoje. Dedico-o agora a todos os meus amigos que foram embora, ou que não me dão mais notícias, e também aqueles que eu não soube dar o valor adequado. Inclusive, um dos que mais me fazem falta está me devendo uma versão musicalizada faz mais de 1 ano! e eu vou esperar, quando ela chegar postarei aqui pelo youtube.
Eu vi meus amigos irem embora um por um. Muita gente se mudou por ser filho de militar, outros foram pro outros motivos. Mas eu fiquei aqui. E me despedi, um por um.

Para: Alice, Carlos, Felipe, Eduardo, Felipe(outro), Luciano... etc e tal
E também para: alguns desnaturados que moram em Brasília.
Que eles estejam felizes em suas respectivas cidades.

PS: O Luciano me ligou da Austrália no dia do meu aniversário.
Duas das minhas melhores amigas (desde a 5a serie) nem me telefonaram, nem sequer me deixaram um scrap!!!!! [nota de ultraje]

sábado, 9 de maio de 2009

Lack of trust



Uma imagem vale mais do que mil palavras?
...

domingo, 19 de abril de 2009

A menina e o relógio.

Quando eu era menor - porque infelizmente não cresci muito desde então - costumava observar atentamente as letras das músicas que passavam na rádio. Um das que mais intrigava era aquele que diz "Nada do que foi será..." Essa música sempre me proporcionou uma sensação de nostalgia, mas ultimamente ela tornou-se mais presente em meus pensamentos do que qualquer outra música que eu goste.


Se eu fosse uma filósofa na Grécia Antiga, com certeza meu assunto preferido seria o Tempo. Isso. O Tempo, exatamente o tema do último vestibular da UnB. Esse "destruidor" de coisas. E contruidor também. Acho que passei a maior parte da vida tentando entender a passagem do Tempo.


Na escola, nós aprendemos que são três: passado, presente e futuro, como se tudo fosse muito simples. Parece que se tem uma vida inteira pela frente, o que não passa de uma realidade efêmera. A vida é algo muito delicado. Em um minuto você está conversando com uma determinada pessoa e no minuto seguinte ela pode sofrer um acidente e morrer. A vida e a morte são dois outros assuntos que me intrigam e que merecem um post exclusivo.


Como diria um amigo meu, "os seres humanos inventaram o relógio para controlar o Tempo, e acabaram sendo controlados por ele". Sinceramente, eu adoro essa frase. Mas para mim, o conceito de Tempo sempre foi algo relativo. Como quando você não quer que aquele momento especial não passe e tudo parece passar em câmera lenta; ou então quando você conhece alguém e parece que já se conheciam há anos.


O certo é que algumas fases da vida podiam passar mais devagar. Eu não gostaria de viver para sempre, até porque a vida ficaria sem graça, mas a saudade é um sentimento que eu detesto. Logo eu, que sou viciada na história do "Peter Pan". Porque no cotidiano frenético em que somos praticamente coagidos a participar ativamente, é quase impossível não existir um momento sequer em que eu não queira ir pra Terra do Nunca.


Mas enfim, um dia eu tenho que crescer e acho que esse dia já passou há muito Tempo.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Hello, stranger!"



Na minha opinião, uma das poucas coisas que prestam naquele filme "Closer - Perto demais" é essa frase do título, além da personagem da Nathale Portman que é fabulosa. Ambas - a frase e a personagem - são intrigantes e misteriosas e escondem uma filosofia mirabolante qualquer. Quer dizer, o que significa "olá, estranho" pra você? Aliás, o que seria exatamente um estranho? Algumas vezes, as pessoas que menos falamos são aquelas que nos salvam de um problema.
Por isso, começo com essa frase; porque simplesmente preciso de opiniões imparciais sobre certas triviliadades da vida; alguém que veja os fatos de um ângulo mais objetivos e sem tanta afetividade.

Olá estranhos, sejam bem-vindos! :)