segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Une nuit [corrigido]



C'est toujours décevant... les jours, la vie... je ne peux pas comprendre... alors, j'abandonne... Je suis très fatiguée. J'ai attendu toute la vie l'homme qui ne serait pas indifférent, mais de plus et plus je croix qu’il n’exsiste pas. Je n’étais qu'une personne. Seule.

A quoi aurait elle pensé ? Peut-être que le lendemain serait différent. Il pouvait dire bonjour, et parler de l'amitié. Il pouvait dire que que la dernière soirée avait etée importante e inoubliable. L'amour, c’était dispensable. Elle  n’a pas besoin d’amour. Elle amait une autre personne. Et lui aussi. Un petit peu d'affection serrait suffisant. Mais l'indifférrence... elle était cruelle.. il n'a pas posé de questions. Aucun môt. Il l'a oubliée. Il l'a ignorée.
Elle était seulement une personne. Seule.

Pauvre enfant! Est-ce que vous croyez  ses paroles? Il a obtenu sa satisfaction momentanée, c'était l'unique chose importante. Tu n’est plus rien. Il peut coucher avec toi et la prochaine semaine, il ne sent rien . Vous n’avez eté qu’une personne.  Seule.

Seulement regard comme on est seul!
c'est vraiment triste, je preferais oublier.
Damn it.. porquoi est-ce que j'ai cette bonne mémoire?


ps: agradecimentos ao meu amigo Gabriel que corrigiu aquela massa de erros ortográficos :)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Esperança

Brotou uma flor no meio do deserto. Amanheceu um outro sol com uma luz radiante. Era um novo dia, ela sabia. Estava cansada. Tudo parecia o mesmo, embora as pessoas insistissem em uma Nova Era. O mundo da tecnologia, a globalização das idéias, as inovações no mundo da moda. E mesmo com todos os prodígios do novo milênio, ela sabia que algo não iria mudar. A pobreza, a miséria, a angústia. A Melancolia, sua companheira de horas vagas, ainda estaria ali. Telefonando-lhe nos momentos mais inoportunos, aparecendo de vez em quando, querendo tomar um café. E ainda assim, ela queria acreditar que aquele dia seria diferente. Que algo mágico aconteceria, algo novo e surpreendente: uma ligação inesperada, um sorvete com os amigos, um telegrama que seja com uma notícia boa, um reencontro casual. Algo que a fizesse acordar e rir sem motivo, abraçar alguém na rua, comer chocolate sem culpa. Mas tudo que existia à sua frente era um sol brilhante, um futuro ofuscado pela luz.
Brotou uma flor no meio do deserto. E o nome dela era Esperança.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O último de 2010

Se eu fosse descrever o ano de 2010 em uma palavra, essa seria greve. Sim, greve. Mas não greve em seu sentido estrito. Greve por si só não é o problema, nem a solução. São suas consequências. Talvez uma palavra melhor fosse decepção, uma vez que 2010 começou maravilhoso e promissor e decaíu como uma estrela cadentes. Uma curva decrescente em mais um gráfico de estática. Ou então, talvez eu fosse otimista e escolhesse metas, porque em 2010 eu cumpri quase todas da lista, o que foi realmente surpreendente. Mas não sei. Ficou faltando algo. Como aquele doce que está bom, mas não é especial. Como aquela cidade que é bonita, mas não tem nada demais. Como aquela festa que deu tudo certo, mas foi como o esperado. Como uma carne gostosa, mas sem tempero. Isso foi 2010. Sem contar as pessoas queridas que morreram. Próximos, amigos de amigos, avós, colegas, conhecidos... 2010 tinha tudo para ser o filho prodígio, mas em algum momento ele se perdeu e foi para um caminho escuro, solitário, sem fim. Foi bom, mas sempre com a esperança de ser melhor, uma esperança não alcançada. No geral, não foi ruim. Mas não foi magnífico também. Foi apenas 2010, com seus choros, lamentos, sorrisos, lágrimas, abraços, despedidas, viagens, pessoas... Minha maior expectativa para 2011? acabar de ler uns livros e ler o máximo que eu puder.

Livros lidos em 2010:
1 - "O Cavalo e o Menino" (série As Crônicas de Nárnia) - CS Lewis
2 - "Príncipe Caspian" (série As Crônicas de Nárnia) - CS Lewis
3 - "Interview with the vampire" - Anne Rice
4 - "A Cabana" - William P. Young
5 - "The Time Travellers Wife" - Audrey
6 - "Noites Brancas" - F.Dotoiévski
7 - "O Dia do Curinga" - Jostein G.
8 - "A Escolha dos Três" (série A Torre Negra) - Stephen King
9 - "Vestido de Noiva" - Nelson Rodrigues
10 - "O Choque de Civilizações" - Samuel P.H.
11 - "NYC Rock: Rock'n'roll in the big Apple" - Mike Evans
12 - "Club Dead" (série Crônicas de Sookie Stakhouse) - Charlaine Harris
13 - "O Jogo do Anjo" - Carlos Z.
14 - "Pride and Prejudice" - Jane Austen
15 - "Os Deuses da Guerra" (série O Imperador) - Conn Igulden
16 - "1984" - George Orwell
17 - "Don Juan" - Molière
18 - "Cândido ou o Otimismo" - Voltaire

Bom, li pouco, como vocês podem ver, mas apreciei cada leitura, especialmente 1984 e Pride and Prejudice. Também fiquei muito contente de finalizar a série O Imperador, sobre Júlio César.

Feliz Ano Novo :)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nesse final de ano, um brinde aos amigos que nos abandonaram

Eu sempre idealizei as coisas passadas. Talvez não soubesse valorizar o presente ou o futuro não se mostrasse tão palpável. Mas queria o passado. Não só queria, como o desejava. Como alguém à beira de um colapso em um deserto. Alguém que trocaria todos os diamantes do planeta por uma jarra de água. Uma necessidade momentânea, um lapso de felicidade. Nas memórias ofuscadas por uma alegria efêmera. O desejo altera as lembranças, e as lembranças mudam o juízo de valor.
E talvez fosse por isso, esse desejo de iludir-se, que eu sempre acreditei nas amizades antigas.  E as mensurava através da contagem dos anos, da quantidade de momentos em conjunto, e principalmente daquelas saudáveis lembranças, que mal sabia eu, corroíam minha alma pelo avesso.
Mas os anos passam, as fotografias amarelam com a poeiram ou então perdem-se nos confins do baú da memória. Os detalhes não sobrevivem à morte de alguns neurônios, ao envelhecimento da massa cerebral. E com elas, se vão os vínculos. Algumas amizades persistem através de épocas devido aos vínculos eternos do estar junto, do gostar de estar. Outras infelizmente desaparecem com a troca de telefone, a mudança de cidade ou de país, os desencontros da vida. E ainda existem aquelas que sobrevivem, como um pobre ser morimbundo, às sombras daquilo que algum dia foi mas não existe mais. E você quer que exista. Você quer, porque sente que as lembranças são como um manto opressor. Elas estão ali, fiscalizando se você ainda almoça com aquela pessoa, se ainda conversa com ela, e te obrigam a ligar naquele aniversário,a aparecer com o melhor presente que você possa dar, a estar presente. Quando na realidade não existe mais nada. Nada além de um passado que já foi embora.
E a cada encontro, os mesmos assuntos: aquele dia em que fizemos, aquela viagem que tivemos, os doces dias daquele verão... e todos os pronomes demonstrativos que só demonstram a quantos anos aquilo foi. Não é mais. Não há nada no presente além das lembranças que insistimos em resgatar.

Por isso, proponho um brinde a todos aqueles que não fazem mais parte das nossas vidas, mas que insistem em estar presentes apenas em corpo e memória, como um passado nostálgico que insiste em nos lembrar que existiu. Mas não existe mais.
Que eles não atrapalhem nossos futuros e não subjulguem nossos presentes, que nos deixe encontrar novas amizades, para formarmos assim um futuro diferente.

tim-tim

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um sonho perdido

Eu andava no Colégio e aquele lugar me trazia lembranças. Andava conversando com alguém, distraída, procurando escutar os sons da infância. Não sabia direito se ainda estudava lá ou se voltava para rever o colégio que por seis anos e seis meses fora meu recanto, meu refúgio, minha paz exterior, meu conflito interior, minha casa. Não sabia de nada, além de que andava em companhia de pessoas de rostos não muito nítidos e que eu sabia que conhecia, sabia que conversava, mas não me importava. Andava por ali, perto da rampa do corredor da quinta série, ao lado do velho quiosque dos amores mal fadados e das aulas não assistidas. Andava sozinha em pensamentos e repleta de pessoas, quando escutei um som que parecia familiar. Vinha de um grupinho. Um grupinho de garotos como outro qualquer. Aliás, poderia ser um grupinho de garotos qualquer se não fosse pela presença... dele. Poderia ser qualquer garoto, mas não era. Era ele. Ele que fora embora há quatro anos sem deixar nada além das lágrimas no banquinho. Ele que fizera acreditar, e então desacreditar, e então me perder para me encontrar. Ele que me fizera sonhar e roubara o meu sonho, assim como todo o Amor que eu podia ter doado a alguém nesses anos, mas não! ainda era dele e ele o levara sem dar nenhuma satisfação. Sem mais nem menos. Ele que tinha se despedido em uma parada de ônibus, o mesmo lugar do primeiro beijo. O primeiro e o último de uma primavera que acabou em prantos e desencantos, despedidas e mortes de cigarras, como se fosse o fim do Amor na Terra. E naquele momento ele estava lá, de branco, camiseta formal, calça preta, como para alguma solenidade. Rindo com o mesmo sorriso triste que um dia conquistara o coração de uma garota. Ou de duas. Ou de três. Quem sabe quantas se perderam naquele sorriso doce? Naquele abraço protetor. Se bem que aquele sorriso era meu. Era meu porque apenas eu sabia o que ele escondia. E naquele momento, ele estava de volta. Uma palpitação. Uma outra mais. Paralizada no asfalto duro do colégio. Eu paro, olho, não posso mais pensar. A respiração é uma agonia. E então eu corro ao encontro dele. E ele se desvia dos amigos rindo de algo dito. E a felicidade é tão grande, imensa, e eu digo na minha mente "espero que não seja um sonho, espero que não seja um sonho". Não pode ser, parece tão real. A feição é a mesma, o sorriso é aquele, a pessoa é a pessoa certa. Tem que ser real. Eu vou correr com aquela sensação de felicidade que se encontra em um doce comprado pela avó. Mas eu vou correr até e tudo vai ficar bem. E a felicidade aumentando, e os pés acelerando, até que...
eu acordo.
hora de ir para a universidade.
lidar com as pessoas.
não encontrar quem eu quero.
estudar, ler, assistir aula.
ir à reunião.
discutir, prestar atenção.
almoçar em vinte minutos.
ir à academia
chegar tarde em casa e fazer os trabalhos.
dormir tarde.

mas antes de tudo,
para o teto, lanço um olhar
aquela dor de decepção.
a vontade de querer voltar
uma pontada no coração
um romance não lido
um fim sem história
foi apenas mais um sonho perdido
trancado no baú da memória.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Se você tiver uma história, conte-a!


Introspectiva. Foi o que um colega de classe disse que eu era quando eu mostrei meus desenhos. Talvez fosse por isso que eu sempre gostei da Arte. Uma maneira de extravasar tudo aquilo que eu não conseguia dizer. E até hoje eu não aprendi a passar o mundo interior sem a intermediação de um bom papel ofício. Esse foi um dos motivos de escrever essa história. Ainda assim, nenhuma frase será suficiente para descrever aqueles dias. Dias chuvosos e felizes. Nada é capaz de descrever aqueles momentos. E acima de tudo, nada é suficiente para mostrar-lhe o quanto eu fui feliz naqueles sessenta dias de Outubro.
Mas acima de tudo, existe outro motivo: eu precisava eternizá-lo. Ele merecia viver para sempre. Ou ao menos, saber que viveria para sempre, nas minhas lembranças.

A dedicatória é unitária
O momento é ambiguo
As lembranças são egoístas
E o mundo é só nosso.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

(Des)interesse

_ Você sabe qual foi o dia em que eu finalmente descobri que ele não me amava? - perguntou ela ao companheiro enciumado.
_ Não, qual foi?  - ele indagou, suspirando, ainda aborrecido.
_ Foi naquele dia de Outono em que o levei a casa dos meus avós. Disse a ele: "aqui foi o lugar em que passei a infância". E ele encostou a cabeça na cadeira de balanço, fechou os olhos e ignorou todas as minhas boas lembranças...